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Aids dá sinal de retrocesso
 
Aids: o alto risco dos gays
 
 
 

Vacinação contra HPV, quanto mais cedo melhor

 
 
 

24.11.2006

OMS elogia experiência carioca em sífilis congênita

 A experiência do município do Rio de Janeiro no enfrentamento da sífilis congênita foi elogiada pela representante da Organização Mundial de Saúde (OMS), Nathalie Broutet, no Seminário Brasil-França, que termina nesta sexta-feira (24/11), em Fortaleza (CE). De acordo com Broutet, além de seguir o modelo recomendado pela OMS, a experiência carioca prima por unir a testagem e aconselhamento do HIV junto com o de sífilis no pré-natal. “Esse modelo [do Rio de Janeiro] precisa ser aplicado em outros estados e municípios brasileiros. A OMS está pronta para apoiar qualquer iniciativa no sentido de reduzir o número de casos e espera que o Brasil seja uma referência para países vizinhos no combate à sífilis congênita”.

A sífilis congênita está eliminada na França, mas a experiência da Secretaria de Saúde do município do Rio de Janeiro foi apresentada a pesquisadores franceses e brasileiros no seminário. No encontro, as ações de testagem, tratamento e acompanhamento da sífilis em gestantes e o conseqüente aumento da notificação de casos de sífilis congênita no Rio foram destaques na mesa-redonda que discutiu o tema. A partir de campanhas e constantes capacitações dos profissionais de saúde da rede pública, o registro do número de casos, que é obrigatório desde 1986, passou a ser mais eficiente e a ter mais impacto nas políticas públicas locais.

Valéria Saraceni, assistente da Coordenação de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, contou que esse trabalho começou há dez anos, quando a coordenação decidiu expandir um treinamento – que inicialmente era só para casos de HIV – também para casos de sífilis. Naquela época, a incidência de sífilis congênita registrada era de 3,6 casos para cada mil nascidos vivos. “Com o envolvimento dos profissionais, melhoramos nossa notificação”. Graças aos registros, foi possível identificar a sífilis como a terceira causa de morte de fetos na região.

Em 1999, a coordenação promoveu campanha de testagem rápida nos meses de junho de julho. No ano seguinte, a campanha foi realizada novamente e, com isso, os registros subiram para dez casos a cada mil nascidos vivos devido à melhor notificação. “Depois, percebemos que a testagem deveria ser contínua e que era necessário monitorar a família para acompanhar o tratamento dos pais do bebê”, lembra Valéria.

As ações continuadas mostraram efeito nos números da prevalência. Em 1999, a taxa em gestantes com sífilis era de 4,7 (em cada mil mulheres). Em 2005, o índice foi de 2,7. Para Valéria, a falta de conhecimento da doença, o baixo nível de escolaridade dos portadores da doença e a dificuldade de acesso ao parceiro, que deve ser tratado, são os principais problemas relacionados à sífilis e à sífilis congênita.

Problema global – A sífilis congênita é um problema de saúde pública mundial. Estima-se que 1 milhão de casos novos da doença ocorram no mundo por ano, enquanto que a estimativa de infecção do HIV de mãe para filho seja de 700 mil casos. “Isso é uma vergonha. Temos todas as ferramentas para barrar a transmissão. O tratamento e a testagem são baratos e estão disponíveis na maioria dos países. Mas falta vontade política dos governos”, analisa Nathalie Brouet, da OMS.

A sífilis causa graves danos à saúde da criança (má formação, surdez, distúrbios neurológicos). Em muitos casos, a doença mata o bebê. De acordo com Valdir Pinto, chefe da Unidade de DST do Programa Nacional de DST e Aids, um acompanhamento pré-natal de qualidade poderia sanar o problema ainda na gravidez.

Segundo ele, os profissionais de saúde devem seguir os protocolos existentes, tratar gestantes e parceiros, acompanhando, mensalmente, com exames laboratoriais até o parto, a eficácia do tratamento. Dos gestores, Valdir cobra mais investimento na capacitação dos profissional e nas ações conjuntas entre programas estaduais e municipais de DST/Aids e outras áreas técnicas do Ministério da Saúde. “A população precisa ter mais informações sobre sinais, sintomas e conseqüências da sífilis para a saúde”, explica Valdir.

Apesar de o teste e o tratamento estarem disponíveis na rede pública de saúde, hoje, estima-se que o Brasil tenha 48 mil casos de gestantes com sífilis por ano. Desde o ano passado, a notificação das gestantes com sífilis é compulsória em todo o país. A estimativa para o número de crianças nascidas com sífilis congênita é de 12 mil casos, embora só 5.739 casos tenham sido registrados no ano passado, segundo o Boletim Epidemiológico 2006.

O Seminário Brasil-França é uma promoção do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, em parceria com a Embaixada da França no Brasil. O evento tem como objetivo o intercâmbio entre os dois países e a apresentação de experiências bem-sucedidas de prevenção, diagnóstico e tratamento dos agravos relacionados às DST e aids. Ao todo, 130 pessoas, entre representantes de governo, da sociedade civil, profissionais de saúde, cientistas e pesquisadores participam da atividade. A cooperação Brasil-França existe há 16 anos.

Programa Nacional de DST e Aids

Assessoria de Imprensa
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JORNAL O GLOBO - RIO - Quinta-feira, 20 de abril de 2006
 
 
 
   
O DIA - Sábado 10 de junho de 2006
 

 
 
 
O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA - O GLOBO - Terça-feira, 13 junho de 2006
  

 
 
CIÊNCIA E VIDA            OGLOBO               Sexta-feira, 9 de junho de 2006
 
 
 
   
CIÊNCIA E VIDA             OGLOBO           Sexta-feira, 9 de junho de 2006
 
 
 
 
JORNAL OGLOBO - 09 de junho de 2006
 
 
 
 
O FLUMINENSE - Niterói, quarta-feira, 7 de junho de 2006
Na dúvida leve sempre a sua!
 
 
 
O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA       O GLOBO        Sábado, 3 junho de 2006
  
 
 
O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA         - OGLOBO  -  Quarta-feira, 31 de maio de 2006
  
Aids: incidência de novos casos se estabiliza.
Relatório anual do Unaids mostra que os números da epidemia
podem diminuir a partir de 2015

 
 
O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA - O GLOBO - Sexta-feira, 26 de maio de 2006
  


  
 
O GLOBO - O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA - Sábado, 28 de Janeiro de 2006


 

 
Informativo Unimed Leste Fluminense - Ano 02 - N0. 11 - Outubro, Novembro, Dezembro 2005


 

 
  O FLUMINENSE - Domingo, 29, e segunda-feira, 30/01/2006

 
Visibilidade para um problema.
  Jornal do Brasil - Sexta-feira, 27 de janeiro de 2006.


  

 
O FLUMINENSE - Niterói, terça-feira, 17 de janeiro de 2006
  

 
 
  
O GLOBO - Terça-feira, 22 de novembro de 2005  

 
 

O GLOBO -  Sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
 

 

Jornal - Lig do período de 17 a 23/12/2005

 

Jornal O FLUMINENSE de 06/12/200

 

    
O ESTADO DE SÃO PAULO

 Terça-feira, 27 de dezembro de 2005

 Sífilis

Doença secular, sífilis ameaça 50 mil bebês

Por Karine Rodrigues

Nascido há duas semanas, Felipe já sentiu a dor de uma injeção de Benzetacil. Ela foi necessária porque a mãe, a dona de casa Rosinalda Silva Santana, de 32 anos, descobriu que tinha sífilis assim que deu entrada no Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth, no Rio. “Soube da doença na primeira gravidez, há quase quatro anos. Segui o tratamento com meu marido. Estava tudo bem no pré-natal, mas descobriram a doença novamente”, conta.

Embora seja uma infecção conhecida desde a Idade Média, os números mostram que ela ainda é um problema de saúde pública no País. Dados recentes do Ministério da Saúde dão conta de que, atualmente, 50 mil grávidas brasileiras correm o risco de transmitir sífilis para seus bebês a cada ano. A cada grupo de dez gestantes com a doença, o contágio do feto pela mãe se dá em sete.

Doença infecciosa


Se o tratamento for inadequado, a doença pode ser fatal em 40% dos casos, totalizando 14 mil mortes evitáveis de crianças por ano. Transmitida sexualmente ou de mãe para filho, a sífilis é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Treponema pallidum.

Quando a mulher não é tratada corretamente com antibióticos, a doença pode reincidir e a bactéria pode infectar o bebê durante a gravidez.
Quando isso ocorre, recebe o nome de sífilis congênita. O tratamento para o bebê consiste da aplicação de uma a três doses de Benzetacil. Nos pais, são três doses.

Conseqüências

Em adultos, ela começa com uma lesão na região genital ou na boca, que, em geral, não dói. Na fase secundária, ela causa lesões na pele. Na terciária, surge em qualquer parte do corpo. Entre as conseqüências no bebê estão surdez, alterações respiratórias e deformações ósseas.

“A transmissão pode ocorrer em todas as fases, mesmo durante o período de latência”, explica a médica Betty Moszkowicz, do Oswaldo Nazareth. Segundo ela, mais de 90% das notificações compulsórias da maternidade são de sífilis congênita.

Entraves

Entre os entraves à meta de erradicação da sífilis congênita, assumida pelo Brasil há dez anos, estão a baixa notificação dos casos, a resistência masculina ao tratamento e as dificuldades no diagnóstico. Segundo o infectologista Eduardo Campos, do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) do Ministério da Saúde, apenas 6 milhões dos 25 milhões de testes de sífilis necessários são realizados, anualmente, nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) ou conveniadas à rede pública. “É um número ainda baixo.

Simples, o teste é feito a partir da coleta de sangue e pode custar até R$ 0,10 se adquirido em grande quantidade.” Portaria do ministério, de dezembro de 2004, determina que a gestante faça três exames de sífilis: na primeira consulta do pré-natal, no terceiro trimestre de gravidez e na admissão para o parto. “Há uma estimativa de que o terceiro exame é feito só em 30% dos partos”, diz Campos.

 
 
 
  
 
 

    

O Fluminense

Sexta-Feira, 2 de setembro de 2005 - Pág 4.
  

 

O Combate à Sífilis em 2005
     

 

Cresce o Número de Casos de LGV

 Médicos em todo mundo alertam: cresceu o número de casos de uma doença sexualmente transmissível conhecida como linfogranuloma venéreo, ou pela sigla LGV. Ela ataca homens e mulheres. Apesar de LGV ser tratável, o risco de transmissão do vírus HIV, responsável pela Aids, aumenta de três a cinco vezes na presença de uma doença sexualmente transmissível (DST).

         Médicos europeus já registraram o avanço da doença em cidades como Roterdã, Antuérpia e Paris, E autoridades britânicas emitiram alerta de prevenção contra a infecção, causada por microorganismo do grupo da clamidia, Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2, ou L3. O período de incubação varia de três a trinta dias após o contato com a bactéria. Clinicamente, a doença se apresenta como pequenas úlceras rasas e indolores, que cicatrizam sem deixar seqüelas. Porém, com maior freqüência, deixa os gânglios aumentados (as chamadas ínguas) e forma fístulas por múltiplos orifícios, localizados em maior parte nas virilhas.

       Se houver confirmação de diagnóstico para LGV, é importante avisar a todas as pessoas com quem você teve relações sexuais nos últimos 30 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas. Elas também podem estar infectadas e precisar de tratamento.

        É melhor prevenir, principalmente usando preservativos masculinos e femininos. Pessoas alérgicas ao látex podem usar camisinhas de poliuretano ou outros materiais sintéticos.

 O GLOBO REVISTA

Ano I N0 13  24 de outubro de 2004

 

AIDS ENTRE IDOSOS  DOBROU EM DOIS ANOS

          Existem 120 idosos com HIV no Rio, essa estatística dobrou, em dois anos nos Hospital Gaffrée e Guinle, na Tijuca- Referência nacional no atendimento da Aids. Em dois anos, os casos passaram de 52, em 2001, para 120 em 2003. O professor Rogério Neves Motta acredita que os motivos para aumento do número de idosos com o vírus podem estar no prolongamento da vida sexual do idoso, fruto dos avanços da medicina. Há também a melhoria no atendimento primário do médico que ao ficar mais atento consegui diagnosticar os casos com maior rapidez. Disse também:  que a  resposta do  tratamento no idoso tem sido melhor que nas outras faixas etárias, pois eles são mais obedientes na hora de tomar o coquetel.

O GLOBO - Domingo, 21 de março de 2004. 

CAMPANHA PRÓ-VIRGINDADE CRESCE NOS EUA

 O  movimento que defende a abstinência sexual para adolescentes vem ganhando força nos Estados Unidos. Baseia-se na tese de que se privar de sexo é a única maneira totalmente segura de evitar doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, ou a gravidez indesejada. Quase 2,5 milhões de jovens já assinaram a carteirinha com o voto de v irgindade do movimento True Love Waits (O verdadeiro amor e espera). Assinar é a parte mais fácil. Pesquisadores da Universidade de Columbia que acompanharam 12000 adolescentes durante 8 anos constataram que, quase 9 em cada 10 caem na tentação  e acabam tendo relações  sexuais antes do casamento e o que é pior: Quando decidem transar, os que fizeram votos de virgindade se protegem menos, com isso se cria uma situação na qual ninguém tem informação adequada sobre ter sexo  saudável.

VEJA - 24 de março  de 2004. 

AIDS: DROGAS NÃO CHEGAM A DOENTES

A organização não governamental Médicos sem fronteiras. Acusou o governo de George W. Bush de proteger o s interesses dos grandes laboratórios farmacêuticos, que ajudaram  a elegê-lo. Criando empecilhos para o uso de medicamentos genéricos contra a Aids. Segundo especialistas da ONG, em razão desta atitude milhares de pessoas estariam deixando de receber os antiretrovirais. Cada vez que se opta pelos remédios de marca outras 3 pessoas deixam de ser atendidas. Segundo Michel Lotrowska, representando no Brasil da campanha de acesso a medicamentos do MSF, a administração Bush alega que não foram feitos testes clínicos em pessoas com essas drogas e que, por isso, elas não poderiam ser adotadas. O que é um absurdo porque eles  estão querendo impor  um padrão de qualidade mais alto do que o praticado  nos Estados Unidos.

O GLOBO – Terça-feira, 30 de março de 2004 - O MUNDO

 

Aids -  “Virada de jogo” (ISTOÉ 1794) em 03/03/2004

 Muito boa, interessante e oportuna a reportagem sobre a camisinha. Todavia, mais uma vez a imprensa perde a oportunidade de mostrar com números que a camisinha não atua somente contra o HIV. Nem a infecção por HIV é a única DST a ser combatida. No mundo são mais de 340 milhões de casos novos a cada ano de apenas quatro DST (tricomoníase=174, clamídia=92, gonorréia=92 e sífilis=12). No Brasil são quase dez milhões: tricomoníase=4, clamídia=1,9, gonorréia=1,5 e sífilis=900 mil. Estima-se que mais de 25mil casos de sífilis congênita ocorram no Brasil. Verdadeiramente não é motivo para prêmio internacional. Fora a gripe, que doenças infecciosas acometem tanto a humanidade? Na televisão, as novelas já mostraram inúmeros problemas, tais como câncer de mama, HIV, hepatite, transplante de medula, homossexualismo feminino, masculino, etc. O mesmo com a imprensa escrita. Gostaria de saber quantas matérias foram feitas com as clássicas DST. Será preconceito?

Mauro Romero Leal Passos
Niterói – RJ

   

Usuários de drogas morrem mais de Aids

Londres. A maior pesquisa já feita sobre o impacto dos coquetéis de remédios antiretrovirais na expectativa de vida dos soropositivos, revela que usuários de drogas tem chance 4 vezes maior de morrer de Aids do que as pessoas contaminadas em relações sexuais. Os cientistas não sabem dizer porque. Uma possibilidade seria o fato de contraírem também outros vírus, como os da hepatite.

O GLOBO - Sábado, 18 de outubro de 2003 - O MUNDO 

OMS LANÇA NOVO PROGRAMA DE AIDS INSPIRADO NA INICIATIVA BRASILEIRA

São Paulo. A bem sucedida experiência brasileira inspirou a OMS a elaborar um plano que tem como objetivo diminuir a mortalidade por HIV em 50%. O plano será iniciado em 2004. O uso dos genéricos e a distribuição universal dos remédios são as duas principais características do programa brasileiro que a OMS que expandir: Há também outras duas diretrizes: A associação de medicamentos para diminuir  o número de cápsulas e a busca de meios mais simples para monitoramento laboratorial, como o uso de hemogramas ou de balanças, para identificar se o paciente mantém seu peso e se a terapêutica da resultado.

O GLOBO - Sexta-Feira, 7 de novembro  de 2003 - O MUNDO.

 

LULA PEDE UNIÃO MUNDIAL CONTRA AIDS NA ÁFRICA

Maputo.Em visita ao Hospital Central de Maputo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que o Brasil vai liderar um esforço internacional em busca de  recursos para iniciar os programas de Aids na África. Segundo ele, em pouco tempo um representante do governo brasileiro voltará ao país para ajudar a construir uma fábrica para produção dos remédios necessários para  o coquetel.

O GLOBO - Sexta-feira, 7 de novembro de 2003 - O MUNDO

 

SUBSTÂNCIA PRESENTE NO CHÁ VERDE PREVINE INFECÇÃO POR VÍRUS DA AIDS

Tóquio. De acordo com o estudo publicado na última edição da "journal of allergy and clinical imunology" por ciêntistas da universidade de Tóquio, o principal componente do chá verde impede que o HIV de se ligar a moléculas CD4 e células T. Normalmente é a partir daí que o HIV se dissemina pelo corpo. Mas os médicos alertam: Tomar  o chá não oferece nenhuma proteção, pois a concentração de substâncias usada no teste feito em laboratório é muito superior a encontrada no sangue de quem bebe o chá.

O GLOBO - Terça-feira, 11 de novembro de 2003 - O MUNDO. 

 

FRACASSA O MAIOR TESTE DE UMA  VACINA CONTRA A AIDS.

Londres. Imunizante Aivax, que também está em estudo no Brasil, não impediu que voluntários contraíssem HIV e nem retardaram o avanço d doença. O Aivax é feito com uma forma sintética não perigosa da proteína gp120 do vírus da Aids, o HIV. A idéia era tornar o sistema imunológico sensível a essa proteína, de forma que passasse a alcançar o vírus assim que a gp120 fosse identificada. Ela atuaria contra o subtipo B do HIV, mais comum nas Américas Europa e leste da Ásia. Outras 30 vacinas estão em teste no mundo.

O GLOBO - Quinta-feira, 13 de novembro de 2003 - O MUNDO.

 

TESTE DE VACINA CONTRA AIDS CONTINUA NO BRASIL

A coordenadora da experiência com Aivax no Brasil, Regina Ferro, afirmou que no Brasil os testes irão continuar. Segundo ela o Aivax está sendo testado em combinação com outro imunizante, o Canaripox. O Aivax estimula a produção de anticorpos(que matam os vírus vivos), enquanto o canaripopox induz a produção de células T(que matam as células) contaminadas. Os resultados dos testes serão divulgados em março.

O GLOBO - sexta feira, 14 de novembro de 2003 - O MUNDO

AIDS AUMENTA ENTRE HOMENS HETEROSEXUAIS

Brasilia.Levantamento sobre a incidência da doença no país acendeu o sinal de alerta do ministério da saúde para  a velocidade com que tem crescido os casos entre homens heterosexuais. Segundo dados da pesquisa 65,5% dos novos casos envolvendo brasileiros , a contaminação ocorreu em relação com mulheres. Diante do novo quadro, está nos planos do ministério da saúde, Humberto Costa, aumentar a distribuição gratuita de preservativos masculinos.

        O GLOBO - Terça-feira, 25 de novembro de 2003 - O PAÍS

DESTRUIÇÃO EM MASSA

Brasilia.A Aids nunca matou tanto e se tornou 1º doença a ameaçar todo o planeta. Segundo o relatório de 2003, divulgado pelo programa de Aids das Nações Unidas (Pnaids). Há 40 milhões de portadores do vírus, dos quais 2,5 milhões são crianças. Houveram cerca de 300 mil mais mortes por Aids que 2002. A cada dia 14 mil pessoas contraem o HIV. A África continua a ser o continente mais afetado pela doença, em Botsuana e Suazilândia, por  exemplo, a doença atinge40% da população.

     Segundo o diretor Pnaids  para àfrica e américas, o brasileiro Luiz Loures. " Já faltam militares, médicos e professores. Falta também força de trabalho no campo por causa  da Aids. A industria que mais cresce na àfriaca é a  do funeral, diagnosticou.

     Entre os países em desenvolvimento, apenas o Brasil e Argentina se sobressaem com políticas de prevenção e tratamento adequadas.

     Para fazer frente ao avanço da Aids, a ONU estima que em 2005 será preciso investir US$ 4,7 bilhões, valor maior que dos anos anteriores, mas insuficiente.

 

O GLOBO, Quarta- feira, 26 de novembro de 2003 - O MUNDO.

 

HIV:  metade de novos casos entre 15 e 24 anos

 O MUNDO – O GLOBO – 9 de outubro de 2003

             - BRASÍLIA. A cada 14 segundos um jovem é infectado pelo vírus da Aids no mundo. Quase a metade dos 5 milhões de novos casos de Aids que surgem no mundo todos os anos ocorre em pessoas  entre 15 e 24 anos. Mais uma vez, as mulheres são as maiores vítimas.
           
Na América Latina ainda são mais meninos infectados do que meninas, mas o Brasil já está invertendo a ordem. Pela primeira vez, o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostrou que as meninas superaram os meninos em  novos casos na faixa de 13 a 19 anos.

                              Educação e informação, essenciais para deter Aids.

          
A doença, segundo o Fundo de Populações das Nações Unidas, está ligada muito de perto à pobreza. Um estudo do Banco Mundial citado no relatório mostra que um aumento de U$ 2 mil na renda per capitã reduz em quatro pontos percentuais a epidemia.
         
- Muitos jovens são incapazes de proteger-se do HIV, especialmente as meninas, porque não conseguem negociar o uso do preservativo, até por falta de informação. Daí a importância da educação, ainda mais do que de serviços de saúde.

   

Quênia ataca a Aids 

INTERNACIONAL – Jornal do Brasil – 18 de setembro de 2003

            - NAIRÓBI – Um fabricante de medicamentos do Quênia começa a produzir, a partir de outubro, o coquetel de drogas genéricas retrovirais fundamentais no combate à Aids. O país é o primeiro país africano, fora da África do Sul, a produzir os próprios medicamentos.
            Representantes de organizações humanitárias acreditam que o início da produção representará um marco no combate à epidemia no continente, cujos números são alarmantes.
            Segundo estatísticas do governo, o Quênia possui em torno de 2,2 milhões de pessoas infectadas com o vírus da Aids. Desse total, atualmente apenas 7 mil recebem algum tipo de tratamento, que demanda gastos da ordem de US$ 40 por mês. Porém, entre os 30 milhões de
habitantes do país, a maioria absoluta vive com menos de US$ 1 por dia.
            O início da produção de genéricos na África é reflexo direto da decisão da Organização Mundial de Comércio, que liberou, no mês passado, os países pobres para produzirem os próprios medicamentos.

 

   

Annan pede mais verbas para Aids 

O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA – O GLOBO – 23 de setembro de 2003 

 Metas estabelecidas para combate à epidemia estão longe de ser atingida. 

·        Nova York e Nairóbi. O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse ontem  aos líderes mundiais que a resposta financeira e política à luta contra a epidemia de Aids tem sido inadequada.

- Há três anos, a ONU estipulou metas a serem alcançadas até 2005. Uma das metas seria a de fornecer medicamentos contra a doença a pelo menos três milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. Atualmente apenas 300 mil recebem os remédios, a grande maioria no Brasil, embora mais de cinco milhões precisem dos remédios. 

Trinta milhões de pessoas têm Aids na África 

     Relatório apresentado ontem mostra ainda que os países pobres estão longe de atingir outras metas estipuladas, relacionadas à redução das transmissões entre mãe e filho e ao cuidado dos órfãos da Aids.

     - Não podemos alegar que há outros problemas mais importantes, mais urgentes – enfatizou Annan. – Não podemos aceitar ‘que algo novo surgiu’ e colocou a Aids em segundo plano. Algo novo sempre surgirá. 

     Relatório da ONU e da ONG Médicos Sem Fronteiras apresentado em Nairóbi demonstra que é possível distribuir drogas a baixo custo na África.

   

 AIDS tirou futuro de uma geração de africanos

Ciência e Vida  -  O GLOBO - 18 de agosto de 2003

 Órfãos da epidemia já são 13 milhões. Mais de 3,5 milhões de crianças perderam pai e mãe para a doença.

Órfãos são abandonados por parentes e passam fome 

      Lily e seus irmãos fazem parte de uma geração perdida. Mais de 3,5 milhões de crianças em toda África Subsaariana perderam pai e mãe para a Aids, segundo o Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids), e mais 13 milhões perderam pelo menos um dos dois. Muitas delas passam fome.

            Famílias estão se separando porque não conseguem alimentar todos os parentes órfãos que chegam a sua porta, implorando ajuda. Muitos órfãos são completamente abandonados por parentes – um fenômeno raro na África de antes da epidemia.

            Existe ainda a preocupação entre os especialistas em saúde e educação de que uma geração que está crescendo sem orientação dos pais possa contribuir para a instabilidade política num continente que se esforça para superar o terrorismo e os conflitos civis e étnicos. 

 

   

Meninas com Aids 

“NÃO USEI CAMISINHA”

                                              Bruno Porto

                                                                                                        MegazineZine – O Globo 

·        AMANDA, de 18 anos, que não tem os sintomas da Aids e não mudou o seu dia-a-dia depois que descobriu ser soropositiva: ela quer ser psicóloga ou médica pediatra e conta que foi infectada pelo vírus  HIV depois de transar com um ex-namorado sem camisinha.
     Sempre que um amigo conta para Amanda, que transou com um menina , a primeira coisa que ela pergunta é se ele usou camisinha. Se a resposta for não, o menino invariavelmente leva uma baita bronca.

-         Não faz mais isso, é perigoso – costuma dizer.

Ela sabe do que está falando. Há cerca de um ano e meio, Amanda descobriu que é soropositva.

-     Fui infectada numa relação com um ex-namorado. Não usei camisinha – lembra a garota, que é vestibulanda.

Amanda não é exceção. A epidemia de Aids está estável entre os adolescentes brasileiros, segundo dados da Coordenação Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde , mas aumenta o número de meninas com idade entre 13 e 19 anos infectadas pelo HIV. 

      Até 1998, o número de meninos com o vírus era maior do que o de meninas, Em 1999, no entanto, a situação se inverteu, com 222 meninas infectadas contra 205 meninos. Em 2001, foram 227 meninas contra 134 meninos. A Coordenação Nacional de DST/Aids ainda está contabilizando as notificações de casos do ano passado, mas Denise Doneda, coordenadora da área de prevenção, diz que os dados já analisados indicam que  o número de meninas infectadas continua aumentando.

  

AIDS: governo e laboratórios não chegam a acordo. 

Lisandra Paraguassú – O Globo 

        Brasília. A maior preocupação do ministério é que os estoques de três dos remédios só duram até outubro. Se não houver acordo, o governo poderia fazer compra emergencial, mas não há dinheiro para manter os medicamentos até o fim do ano com os  preços atuais. 
A Expectativa do ministério era obter das empresas (laboratórios) uma redução substancial dos preços.
Caso não haja acordo com os laboratórios. O governo pode mudar a lesgislação para permitir importar genéricos. Ou quebra de patentes. A legislação brasileira prevê  essa hipótese em casos de emergência ou interesse publico 

  

Aids: sul-africanos terão remédios

África do Sul recua e aceita medicamentos contra Aids.

    Sob intensa pressão, o governo da África do Sul anunciou ontem que criará um programa de distribuição de remédios contra o HIV, o vírus da aids. Com 4,7 milhões de soropositivos, a África do Sul é o país com maior número de casos de aids do mundo. Seu governo era, porém o único que negava a eficácia dos medicamentos anti-retrovirais, que têm aumentado o tempo e a qualidade de vida milhões de pessoas.

   Ativistas anti-aids sul-africanos saudaram a notícia. O presidente da Campanha para o Tratamento, Zackie Achmat, disse que foi uma decisão corajosa, embora tenha frisado que faltam sinais mais concretos de ação.

-         Antes de celebrar, precisamos conhecer o plano. Mas, para todos nós, sul-africanos com aids, e nossas famílias, essa é a melhor notícia em anos. Um sinal de esperança – disse Achmat. 

O GLOBO, Ciência e Vida, sábado, 9 de agosto de 2003, página 39. 

NOSSO COMENTÁRIO: Esse é mais um exemplo de que a sociedade organizada, apoiada pela imprensa pode reverter posições de governos. Entretanto, a luta ainda é longa. Esperança e determinação nos movem para uma vitória, nem que seja parcial.  

 

  

ÁFRICA DO SUL SOFRE COM A MAIS DEVASTADORA EPIDEMIA DE AIDS

     A epidemia de Aids na África do Sul está entrando na chamada fase mortal, em que o número de óbitos é maior que o número  de novos casos. O país com maior número absoluto de  novos casos vem causando, por meio de seus representantes políticos, indignação. A ministra da saúde, Manto Tshabalala-Msimang, além de recomendar aos portadores do vírus que comessem alho, cebola e azeite de oliva, uma dieta que segundo ela aprimora o sistema  imunológico, está também sendo acusada de estar impedindo a distribuição de drogas antiretrovirais.

     A  epidemia atinge ,sobretudo, a população economicamente ativa. Atualmente são registradas 600 mortes por dia e segundo Red Hoff, epidemiologista da divisão do instituto nacional de Aids nos Estados Unidos, " A mortalidade está apenas começando, o impacto social e econômico será considerável. A industria sofrerá um duro golpe á medida que as pessoas ficarem doentes". 

O Globo - Terça-Feira, 5 de agosto de 2003 - O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA 

 

AS CRÍTICAS AO GOVERNO MBEKI

     Além de o governo da África do sul não distribuir medicação anti-Aids, há uma preocupante campanha de desinformação sobre a doença, que contribuiu muito para o aumento do número de casos e mortes. O presidente Thabo Mbeki chegou a negar que o HIV fosse a causa da Aids. Em 2001, ele também negou que a doença fosse a principal causa de morte no país, sendo imediatamente desmentido pela OMS.

O Globo - Terça-Feira, 5 de agosto de 2003 - O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA

 

GEL CONTRA O HIV

     Um gel vaginal, já testado em animais com 100% de eficiência, promete prevenir a infecção pelo Vírus da Aids. A empresa fabricante, Starpharma, conseguiu autorização para testar o produto em mulheres. A experiência será realizada na Austrália. O gel contém proteínas que impedem que o HIV entre em contato com as células sadias.

     Caso o  teste seja bem sucedido, a previsão é que o produto chegue ao mercado em quatro anos.

O Globo - Terça-Feira, 5 de agosto  de 2003 - O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA

 

HIV: ÁFRICA DO  SUL RECRUTA CURANDEIRO

     Depois de indignar a comunidade cientifica mundial ao retardar a distribuição de drogas anti-HIV e recomendar aos portadores do vírus que comessem cebola, alho e batata para aprimorar seu sistema imunológico, O governo Sul Africano voltou a chocar. Agora, a ministra do país, afirmou que a medicina tradicional, que inclui práticas de curandeirismo, é eficaz e que a luta contra a Aids em seu país não será baseada apenas na distribuição de antiretrovirais..."Em 31 de agosto vou inaugurar um  instituto de medicina tradicional", disse a ministra.

O Globo - Quarta-Feira, 6 de agosto de 2003 - O MUNDO/CIÊNCIA E VIDA

 

GOVERNO QUESTIONA EFICÁCIA DAS DROGAS

     A África do Sul é o único país do mundo que não aceita as teses científicas sobre a Aids, alegando que a eficácia das drogas não estaria comprovada.

     Contrariando as diretrizes governamentais, a província de Western Cape foi pioneira na distribuição de antiretrovirais para mulheres grávidas e bebês infectados. A distribuição alcançou ótimos resultados e vem salvando a vida de centenas de crianças.

     O Ministério de Saúde afirmou que esses resultados serão levados em consideração, mas lembrou que a aplicação deve ser avaliada levando-se em conta o combalido sistema de saúde do país.

O Globo - Quarta-Feira, 6 de agosto de 2003 - O MUNDO CIÊNCIA E VIDA

 

  
Cresce número de casos de Aids nos EUA
 
Incidência da doença era estável desde 1993. Aumento de registros é maior
entre homossexuais masculinos
 
Washington. De acordo com dados do CDC o número de americanos diagnosticados
com Aids em 2002 foi 2,2% maior do que no ano anterior.
Dados provenientes de 25 estados mostram que o número de novas infecções
emtre homo e bissexuais aumentou em 7,1% de 2001 a 2002- marcando o terceiro
ano consecutivo em que o registro de casos aumentou desse grupo. Desde 1999,
o aumento de casos entre homossexuais foi de 17,7%.
Uma das maiores razões para o aumento no número de casos é o fato de as
pessoas não terem mais tanto medo da doença, segundo Harold Jaffe, diretor
do Centro de HIV do CDC ( Centros de Controle de Doenças - EUA)
 
O GLOBO, Ciência e Vida, página 28, Terça-feira, 29 de julho de 2003.
 
Nosso comentário: O apresentado na máteria, para nós não causa tanta
surpresa, pois, após enorme diminuição das antigas doenças venéreas depois
do advento da penicilina e outros antibióticos na década de 1950; o mundo
foi acometido por novas epidemias a partir do fim dos anos 60. Junto a isso,
vieram os anticoncepcionais modernos, os movimentos faça amor não faça a
guerra. Além de maior liberdade de aceitação da sexualidade do próximo.
Se transportarmos para os nossos dias, os dados associados só aumentaram.
São cada vez mais numerosos as possibilidades de se proteger contras as DST.
Isso, para alguns pode funcionar de maneira rebote. Pode fazer baixar a
guarda. Aí, os microrganismos, que ao que parece nunca se dão por vencidos,
atacam mais.
Outro dado que merece ser pensado é se não está havendo um aumento numérico
de homossexuais. Se isso for verdade, esse aumento de casos de aids nessa
população tem leitura diferente.
Entretanto, não podemos deixar as coisas evoluírem como estão e, a nosso ver
os fatores são múltiplos e se somam. Assim, propiciar um rígido controle
para as clássicas DST, sífilis, clamídia, gonorréia e tricomoníase pode
gerar uma boa base para dininuir e até freiar a epidemia da aids. Todavia,
não devemos retroceder nos direitos humanos conquistados. Para tanto, a
sociedade deve ser no nível individual e coletivo "saudepublicamente"
responsável.
 
Mauro Romero Leal Passos
Chefe do Setor de DST-UFF
Diretor científico da SBDST
 
   
Um reino perdido e o HIV
 
Um geneticista australiano apresentou uma das mais interessantes teses sobre
a origem de uma mutação genética cujos portadores apresentam maior
resistência à Aids. A mutação no gene CCR5 chama-se delta 32. Após analisar
amostras genéticas e mergulhar em livros de história, Marc Buhler, da
Universidade de Sydney, concluiu que ela vem do esquecido reino de Khazaria,
que existiu até o século XIII, na região que hoje é o sul da Rússia. Buhler
chegou à Khazaria através da análise de DNA de judeus ashkenazes, população
que apresenta a maior incidência da mutação protetora. Ela teria sido
naturalmente selecionada por proteger também contra a varíola. Os judeus
migraram em massa para Khazaria por volta do século XI. A tese é
interessante, mas Buhler ainda precisará de mais provas.
 
O GLOBO, Ciência e Vida, Segunda-feira, 4 de agosto de 2003.
 
 
Nosso comentário: Está cada vez mais evidente que análise de DNA das
espécies humanas estudadas através dos tempos podem ser importantes para
muitas definições. Foi assim que vários pesquisadores chegaram a conclusão
que esse papo de raças humanas é um grande equívoco. Na verdade não existem
raças e sim cores de pele e aparências diferentes.
Mutações existiram, existem e continuarão e acontecer e, pessoalmente,
acredito que tal tipo de ocorrência possa ser verdadeira. Se eu fosse um
agente financiador eu diria: Vá em frete Marc, você tem meu apoio.
 

 

   

Cresce no número de casos de Aids nos EUA

     O número de novos casos de Aids nos Estados Unidos aumentou pela primeira vez em dez anos, segundo anunciaram ontem autoridades sanitárias do país. O aumento pode  estar relacionado ao crescimento do número de casos entre homossexuais masculinos. Segundo as autoridades, há preocupantes  indícios de que comportamentos sexuais de risco vêm aumentando entre gays. Outro motivo está relacionado ao otimismo em relação ao tratamento e a crença de que a pessoa em  tratamento não transmitem o vírus. Há ainda a fadiga de epidemia: as pessoas estão cansadas de ouvir falar sobre isso.

O Globo - Terça-feira, 29 de julho de 2003 - Ciência e vida 
 

Aids aumenta o  analfabetismo na África

     Alarmado com a drástica redução da  expectativa de vida  nos países africanos mais afetados pela epidemia de Aids, o economista Pedro Cavalcanti Ferreira, coordenador do mestrado em Finanças e Economia Empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revolveu estudar o impacto da doença  na educação dos africanos e, conseqüentemente, na economia desses países. No estudo "O impacto econômico da Aids a longo prazo" , feito em parceria com Samuel de Abreu com base em dados da organização  mundial de saúde (OMS), o economista mostra que os países mais afetados estão a caminho de inviabilizar completamente suas economias. É possível que haja uma catástrofe, com fome generalizada porque não há produção", diz ele. 

O Globo - domingo, 25 de maio de 2003 - Ciência e Vida

 

Chirac defende distribuição de drogas anti-HIV

     O presidente da França, Jacques Chirac, fez ontem uma defesa veemente da expansão do tratamento da Aids para países pobres, criticando indiretamente, Montagner e Robert Gallo, descobridores do vírus da Aids. Eles sustentam que e expandir o tratamento em países subdesenvolvidos e sem infra estrutura é um perigo, pois o mau uso dos remédio vai fazer aumentar a resistência do vírus a droga. Chirac disse que os estudos demonstram que a administração de tratamentos é tão eficaz no sul (países pobres) quanto no norte (países ricos).

     Marc Wainberg, também criticou indiretamente Montagnier e Gallo ao afirmar que aqueles que alertam para os riscos de aumento da resistência não são especialistas dessa área, para ele o problema da resistência não deve ser um obstáculo á expansão do tratamento.

 

O Globo - Quinta-feira, 17 de julho de 2003 - Ciência e Vida

 

 

Aumenta resistência às drogas anti-virais na Europa

 

     Uma em cada dez pessoas recém-infectadas pelo HIV na Europa adquiriu linhagens resistentes do vírus. Um estudo de pesquisadores Holandeses, deixou claro a necessidade de os  portadores do vírus aderirem rigidamente ao tratamento, já que a inconstância na ingestão dos remédios é apontada como a principal razão do desenvolvimento a resistência ao coquetel.

     A resistência pode ser primaria, quando o paciente jamais se submeteu a qualquer tratamento, mas, ainda assim, já apresenta um vírus resistente, ou secundaria, que está relacionada à adesão ao  tratamento, mas, sobretudo ao tempo de exposição às drogas.

 

O Globo - Quinta-feria, 17 de julho de 2003 - Ciência e vida

 

 

SUS VAI FINANCIAR TESTE RÁPIDO PARA DETECÇÃO DO HIV

 

     O Sistema Ùnico de Saúde (SUS) vai financiar testes de detecção rápida do HIV para evitar risco de transmissão vertical. Pois, cerca de 50% das gestantes de país entram em trabalho de parto  sem ter feito o teste de HIV. O ideal é fazer o  teste no primeiro trimestre de gravidez.

     Com o tratamento adequado a partir do terceiro mês de gestação, é possível reduzir o  risco de  transmissão do vírus para menos de 3%. Sem a terapia, o risco de a criança ser contaminada pelo HIV é de 20%.

 

O Povo - Fortaleza-CE, domingo, 6 de julho de 2003

 

 

GOVERNO QUE IMPORTAR GENÉRICOS CONTRA AIDS

 

     O Ministério da Saúde vai aumentar a pressão nas negociações com laboratórios para reduzir os preços dos remédios para Aids. Esta semana o ministro Humberto Costa vai levar ao presidente Luis  Inácio Lula da Silva uma proposta de alteração na atual legislação que permitirá ao Brasil importar genéricos dos Três medicamentos que o país ainda não produz. Com apenas esses três remédios , o governo gasta hoje 63% dos R$  573 milhões destinados aos anti-retrovirais.

     A lei que o ministro quer modificar proíbe o Brasil de importar genéricos de países como a Índia, que ainda não respeitam patentes e fizeram os genéricos. Se o Brasil comprasse os genéricos indianos, o custo para o governo brasileiro cairia 12%, uma economia de R$ 68,7 milhões, equivalente a tudo o que o governo gasta com ações de prevenção de organizações não-governamentais e também com  os exames de carga viral.

 

O Globo - Terça-feira, 22 de julho de 2003 - O País

 

 

MÉDICO E PROFESSOR

 

     Pesquisa  da MCI, do cientista político Antônio Lavareda, mostra as áreas de funcionalismo  que o brasileiro mais preza e admira.

     Disparados na frente, médicos (64%) e professores (63%). Juízes, que ameaçam fazer greve, tiveram 8%. E diplomatas, só 1%.

 

O Globo - quarta-feira, 23 de julho de 2003 - Rio

 

 

CAMISINHA DE OURO

 

     Acredite. Inventaram o porta-camisinhas. E em ouro. A peça será lançada pela gigante Anglogold (antiga Anglo American, dona da mina Morro Velho) no jóia Brasil, que começa no rio no dia 7. O preço estimado é de R$ % mil.

 

O Globo - quinta-feira, 2 de julho de 2003 - Rio

 

 

ACESSO A DROGAS CONTRA AIDS DIVIDE ESPECIALISTAS

 

     A segunda conferência da Sociedade Internacional de Aids começou no domingo em Paris marcada por uma controvérsia: O acesso aos medicamentos e ao  tratamento da Aids seria eficaz em países mais pobres, onde freqüentemente falta infra-estrutura, informação e preparo?

     O sucesso da experiência no Brasil, está sendo citado por vários especialistas. Por outro lado,Robert Gallo, um dos  descobridores do HIV, acredita que a expansão do tratamento é perigosa para países pobres porque a má utilização pode fazer aumentar a resistência do vírus às  drogas.

     Mauro Schechter, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), rebateu " A taxa de falha virológica no hospital da Johns Hopkins, nos EUA, está em torno de 50%, semelhante a do Rio de Janeiro".

 

O Globo - Terça-feira, 15 de julho de 2003 - Ciência e vida

 

 

 

A FORÇA DA MÚSICA EM AÇÃO

 

     O guitarrista Carlos Santana prometeu doar a arrecadação de sua turnê de verão - estimada em US$ 3 milhões - para ajudar no combate à Aids na África do Sul.

 

O Globo - Sábado, 7 de julho de 2003 - Rio

 

 

OMS IRÁ MONITORIZAR RESISTÊNCIA  A DROGA ANTI-AIDS

 

     Para calar  os críticos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Sociedade Mundial de Aids vão anunciar o projeto global para monitorar a resistência. E assim provar que a resistência aos remédios também acontece em países ricos, em escala semelhante, sem que isso suscite dúvidas quantos aos benefícios do tratamento.

 

O Globo - Quinta-feira, 16 de julho de 2003 - Ciência e Vida

 

 

HIV TROCA GENES NO ORGANISMO E FORMA NOVO VÍRUS

 

     Cientistas conseguiram constataram pela primeira vez que duas linhagens dos principais subtipos do HIV-1 trocaram genes formando um vírus totalmente novo numa paciente. Além disso, o híbrido conseguiu se sobrepor à infecção original e se tornou o vírus dominante no organismo da mulher, com isso  sua condição de saúde que era relativamente estável, se deteriorou rapidamente . A característica, revelada pode impor sérios empecilhos ao desenvolvimento de uma vacina. 

     De acordo com especialistas, mesmo que se conseguisse desenvolver uma vacina para todos os subtipos do vírus, ela  poderia ser ineficaz contra os híbridos, já que eles teriam características novas.

 

O Globo - quinta-feira, 16 de julho de 2003 - Ciência e Vida