Editorial 2, 2002
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS: NOSSO COMPROMISSO É A SUA PARTICIPAÇÃO
Quando voltei do 1o. Congresso Mundial de DST, realizado em San Juan, Porto Rico, em novembro de 1981, decidi que muito poderia trabalhar pelas DST.
Logo no início de 1982, com total apoio de colegas de Niterói e da Associação Médica Fluminense (AMF), fundamos a União Fluminense Contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis. Era vinculada a União Brasileira Contra as Doenças Venéreas. Nessa época, o trabalho feito pelos colegas da União era magnífico.
Em 1988, sentimos a necessidade de ampliar o trabalho efetuado no Estado do Rio de Janeiro, tornando nossa sociedade médica uma entidade nacional, desvinculada da União. Criamos, então a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST).
Em 1989, mais uma vez fomos ousados. Lançamos o DST-Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis, periódico científico, atualmente indexado. Este já faz parte do acervo de quase todas as bibliotecas médicas brasileiras. Várias bibliotecas e entidades estrangeiras possuem também nossa revista, inclusive a Biblioteca do Congresso Americano, uma das melhores e maiores do mundo.
Atualmente, publicar um artigo no DST, é ter certza de que mais de 20..000 profissionais poderão ter acesso ao trabalho.
Depois de vários eventos regionais, criamos o DST in Rio. A primeira versão foi em 1996 e a segunda, em 1998. Ambos com mais de 1.000 participantes cada e com rasgados logios à parte científica. Sem modéstia, os participantes, ouvintes e conferencistas brilharam. Na verdade, já na abertura, todos fizemos, literalmente, um show.
Seguindo a trajetória de tornar a SBDST uma entidade realmente nacional, conseguimos articular para que o Congresso da SBDST saísse do Rio de Janeiro. Em 2000, sob a presidência do colega Ivo Castelo Branco Coêlho, o DST 3 in Fortaleza foi completo sucesso. Sucesso científico, de público e de entrosamento com os órgãos públicos, ONGs e sociedade civil organizada.
Não paramos. Este ano, em setembro, o 4o. Congresso da SBDST, DST 4 - Manaus 2002, com o comando dos colegas Adele Schwartz Benzaken e José Carlos Gomes Sardinha, apresenta-se com entrosamento impecável com os inúmeros representantes dos órgãos públicos, privados, ONGs, sociedades de profissionais de saúde (médica, enfermagem, odontológica...) nacionais e internacionais.
O desempenho desses colegas, pode parecer feio eu falar isso, mas é com a visão positiva e de crescimento; me causa inveja.
Estamos conseguindo dar vazão a vários ideais e, com certeza, hoje, somos um grupo de amigos, de profissionais, que respeitando nossas individualidades, estamos agregando esforços para enfrentar, com organização, os problemas das DST.
O grupo está se solidificando. O diálogo, a honestidade, a competência e a perseverança de cada um têm sido determinantes para o avanço. Evoluimos para formar regionais estaduais, que agora já são cinco: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Para que pudessemos chegar onde estamos, contamos com ajuda de várias instituições. Tentar registrar, aqui, todos os nomes ficaria extenso.. Com certeza, nesses 14 anos de edição do DST-JBDST, todos estão comtemplados. E, a cada uma, dizemos obrigado. Todavia, cabe agradecimento especial para a Associação Médica Fluminense, para a Universidade Federal Fluminense e para a Coordenação Nacional de DST/Aids.
Todavia, muito mais precisa ser feito. Muito mais pessoas e entidades necessitam se engajar nessa luta, oferecendo críticas, propostas e soluções.
Durante o evento em Manaus, nova diretoria será eleita. As chapas devem ser inscritas até 4 de agosto de 2002. Só poderão participar do processo sócios quites e matriculados 30 dias antes da eleição. Cada regional deverá ter disponível, para os sócios que não comparecerem em Manaus, condições de execerem seus direitos.
Também durante o 4o. Congresso da SBDST, será eleita a sede para o próximo congresso, em 2004. Os interessados deverão apresentar proposta formal no primeiro dia do evento. Essa deverá ser protocolada no estande da sociedade e dirigida ao presidente da SBDST. Terão prioridades as propostas encaminhadas pela diretoria de uma regional.. Entretanto, serão apreciadas pela diretoria da SBDST, que, em reunião ordinária, elegerá o comando e o local do próximo congresso.
Assim, invocamos a se associarem ao grupo, aqueles que acreditam que um grande trabalho depende de pequenas contribuições. Sua participação, mais do que bem-vinda, é necessária. Para nós, decisiva. Porque você faz diferença.
Mauro Romero Leal Passos
Editor chefe e Diretor Científico da SBDST
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FICHA DE SÓCIO COM PREÇO E DIZENDO QUE RECEBE JBDST